Como ‘Drácula’ by Coppola tirou a poeira do mito do vampiro com sexo e sangue

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A Aids was a sentence of death when Francis Ford Coppola levou aos a versão para a história de um certo conde da Transilvânia sedento por pescoços. Para o público de 30 anos atrás, era impossível não ver as sombra daquela epidemic nas muitas de jorros de sangue e de vampiros que infectavam suas vitimas com uma mordida erótica.

“Drácula de Bram Stoker” was born in Brazil at the end of the week of 1992. Sua acolhida pela critica não foi exatamente uma unanimidade, ate porque tudo naquele filme –da maquiagem às interpretações– é a definição do over. Or ” operístico”, second bone but generous. Estava, de toda forma, em sintonia com o clima gótico que se espalhava por ruas e passarelas.

As very decadent that seguiram dariam ao longa uma will have cult, embora esse não tenha sido o panorama that Coppola tinha diante de si quando lançou o filme. Os anos 1980 já haviam legado ao cineasta um saldo um tanto agridoce, e no começo dacadada seguinte, ele ainda teve de engolir ataques furiosos contra o seu “O Poderoso Chefão – Parte 3”, encerramento indigno para a trilogia de restaurant brilhante. Não era como se ele estivesse em alta.

As anedotas hollywoodianas contam que foi a atriz Winona Ryder, então em início de carreira, quem fez chegar às mãos do director o roteiro de uma adaptação do clássico epistolar escrito pelo irlandês Bram Stoker, mas carregada com uma levada sexy –uma trama que parecia um “sensual pesadelo”, as it appropriates descreveria depois.

No prólogo da história acompanhamos um príncipe romeno, famous por empalar os inimigos, inconformado com o suicídio da mulher amada. Renunciando a fé cristã, ele vaga pelos séculos como um morto-vivo ate topar com um advogado londrino e nutrir uma obsessão pela noiva dele.

Coube a Coppola tirar a poeira desse mito surrado, que nas telas tinha ficado marcado pelas caretas de Bela Lugosi e Christopher Lee, e dar a ele um verniz de cinema autoral. Não haveria, portero, espaço para capas de gola empinada e caninos risíveis.

De partida, o director of “Apocalypse Now” recruits um elenco chamativo. Além de Ryder, haveria o premiado Gary Oldman para o personagem-título, o então galã teen Keanu Reeves forçando um sotaque britânico na pele do mocinho Jonathan, e Anthony Hopkins, recém oscarizado por “O Silêncio dos Inocentes”, se divertindo como o caçador of Van Helsing vampires. De quebra, uma ponta do trovador roqueiro Tom Waits no papel do lunático Renfield.

Coppola logo notou qu’a publicação do romance de Stoker coincidente com a invenção do próprio cinematógrafo, na última década do século 19. Por isso, dispensou efeitos de computação gráfica, em franca ascension em Hollywood, par se apenas de trucagens qu’eram feitas our primórdios make movies. Duplicou a exposição em algumas tomadas, mexeu na velocidade dos quadros, para imitar o mesmo ritmo daqueles primeiros filmes mudos, e fez uso de todo tipo de engenhocas mecânicas, como miniaturas e espelhos distorcidos. Afinal, diretores pioneiros como Méliès eram, antes de tudo, ilusionistas.

O figurino era propositalmente espalhafatoso, com longas capas de um vermelho almodovariano que deslizam por entre escadarias, e dresses dourados afanados das telas by Gustav Klimt. Ao polonês Wojciech Kilar coube a trilha sonora marcada pelo som de um violoncelo que tem o peso de uma horda magiar. Gary Oldman deu a sua contribuição passando semanas dormindo num caixão.

Se a engenharia do pesadelo estava estabelecida, faltava ainda acrescentar o outro elemento central do roteiro, o erotismo. E o “Drácula” by Coppola é tremendamente erótico, a ponto de beirar o infamous mesmo. Um close na virilha de Reeves sugere uma ereção quando o seu personagem é lambido e apalpado por tres vampiras. Noutra cena, ainda mais escancarada, o personagem-título, transmutado num lobisomem, copula no jardim com uma moça sonâmbula, numa desabrida ode ao bestialismo.

Sexo é semper perigoso nessa história, que não por acaso faz uma citação à sífilis num dado momento ea todo tempo parece julgar as atitudes de Lucy, a personagem mais safada da trama. E quando Drácula enfim tem Mina, a mulher que tanto persegue, em seus braços e se vê em vias de transformá-la numa morta-viva ao oferecer que ela beba o seu sangue, acaba desistindo. “Te amo demais para te condenar”, diz, naquela que é a referência but escancarada at Aids que grassava o mundo em 1992.

Sutileza não é mesmo o forte dessa baroque opera criada por Coppola. Revista 30 years ago, agora reabilitada, ela ainda pode despertar risadas involuntárias. Mas seu apuro estético eo seu o esmero artesanal são mais do que um bálsamo em tempos de produções da Marvel carregadas de efeitos de uma computação gráfica que só comove adults regredidos.

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